O que sabemos sobre o desaparecimento do A320 da EgyptAir?

Avião da Egyptair. Governo egípcio diz que ataque é causa "mais provável"
As informações sobre o que sucedeu ao A320 da EgyptAir, esta quinta-feira de madrugada, vão surgindo à medida que as investigações prosseguem.

- O avião desapareceu subitamente dos radares às 2h45 (3h45 em Lisboa). O avião, que tinha partido de Paris, já se encontrava em espaço aéreo egípcio e voava a 37 mil pés de altura (o equivalente a 11 mil metros). Tinha como destino o Cairo.

- A tripulação tinha experiência. O comandante tinha seis mil horas de voo, incluindo duas mil neste tipo de voo, e o co-piloto mais de quatro mil horas.

- Não há notícia de problemas comunicados antes do desaparecimento. Não há qualquer registo de incidentes na saída de Paris nem é conhecida a existência de qualquer carga especial a bordo, tão pouco notificação de bagagem perigosa.

A unidade militar egípcia diz ter recebido um pedido de socorro vindo do avião pelas 4h26 (3h26 em Lisboa), dez minutos antes de o avião desaparecer.

Mas fonte da avião civil da Grécia afirma que a última comunicação com o piloto do avião ocorreu três minutos antes de o aparelho se ter despenhado, sem qualquer mensagem de alerta.

- O avião desapareceu e despenhou-se no Mar Mediterrâneo. Caiu ao largo da ilha grega de Karpathos, já no espaço aéreo do Egito.

- A bordo estavam 66 pessoas, incluindo um português. Tinha 62 anos e trabalhava em Joanesburgo para a Mota-Engil, na qual tinha um cargo de responsabilidade. Havia passageiros de outras nacionalidades a bordo, sobretudo egípcia (30 pessoas) e franceses (15).

- Um vídeo do Estado Islâmico ameaça França. “Digo à França: vamos matar-vos, tal como mataram os nossos irmãos”. A ameaça sai da boca de um rapaz francês, num vídeo divulgado pela internet há poucos dias. Há sete meses, o autoproclamado Estado Islâmico reivindicou o atentado contra um avião russo que se despenhou no deserto do Sinai (Egito), matando 224 pessoas.

- Ainda não há causas concretas. Estão a ser investigadas e não está colocada de parte a hipótese de terrorismo. O capitão de um navio mercante alega ter visto uma “bola de fogo no céu” perto do local onde o avião desapareceu, indiciando uma explosão.

- Vários países ajudam nas buscas. O último a juntar-se foram os Estados Unidos com um navio da Marinha. Grã-Bretanha também ofereceu ajuda ao Egito e a Grécia já participa nas operações.

- Foram descobertos dois salva-vidas. Uma fragata grega encontrou alguns destroços a sul da ilha grega de Creta, perto do local onde o aparelho se terá despenhado. São objetos de plástico e dois salva-vidas.

Fonte: Renascença
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