292 templos podem ser fechados por irregularidades

A cidade de Franca, no interior de São Paulo, fixou um prazo para os templos religiosos da cidade realizarem ajustes necessários para atender aos requisitos de acessibilidade.

O prazo final é 24 de agosto e, pelo menos, 292 instituições religiosas devem ser fechadas por não realizarem as alterações necessárias. Igrejas e templos de diferentes religiões têm menos de um mês para iniciar ou completar o trabalho para atender às exigências de acessibilidade, se não ficarem prontos a tempo, serão fechados.

A cidade não deu um prazo curto para isso, é um problema discutido durante vários anos de acordo com as autoridades, desde 2011, disse o promotor Fernando de Andrade Martins ao site GCN .

"Nós tivemos a primeira reunião com representantes de todos os segmentos religiosos em 10 de agosto de 2011, quando foram alertados do dever de requisitos de acessibilidade."

Dois anos mais tarde, em 2013, apenas nove das 382 propriedades observadas estavam cumprindo a legislação, e agora mais de 290 deles não estão prontos para receber pessoas com deficiências ou necessidades especiais.

"Em julho de 2015, tivemos 327 propriedades investigadas e apenas 35 cumpriram com a lei", disse o promotor. Devido à negligência, o governo estabeleceu um prazo para as adequações, onde algumas religiões entendem a importância da acessibilidade.

O promotor Fernando de Andrade Martins investiga 
condição de acessibilidade dos imóveis (Foto Reprodução)
Vereador Pastor Octavio conversou com muitos pastores da cidade, e percebeu que muitas igrejas evangélicas ainda não estavam regularizadas. As Assembleias de Deus representam 56 templos na cidade, sendo que 8 ainda estão sem regularização.

Para discutir o assunto, o município marcou um evento na Câmara Municipal com cerca de 300 entidades religiosas para a próxima semana. A ideia é estar ciente da importância do cumprimento da lei e evitar que os templos sejam fechados.

Mas não é só os templos religiosos que estão sendo inspecionados, a lei de acessibilidade também se aplica aos edifícios públicos e privados de uso público, como explica o promotor.

Informações: GCN
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