Governo chinês proíbe crianças de frequentarem a igreja


Membros da Igreja na China estão em risco de serem processados e impedidos de levarem crianças em idade escolar para a igreja, informou a organização de Estados Unidos 'China Aid', que reúne informações sobre perseguição religiosa.

Em conformidade com a "China Aid", os pais que frequentam a igreja 'Huaqiu' uma congregação doméstica na província de Guizhou, foram informados de que, se eles continuaram levando seus filhos para a igreja, não serão permitidos entrarem na  universidade ou uma academia militar, anos depois.

Além disso, qualquer pessoa que levar um menor de idade para a Igreja será processada. Líder da igreja Huaqiu, identificado apenas como 'Mou', deu um aviso detalhando destas regras, que foi enviado para todas as escolas locais na cidade.

"Isso que temos a intenção de 'purificar' e pedir uma afiliação à igreja das três autonomias [Igreja adotada pelo partido comunista chinês]", ele disse.

A igreja também foi barrada para seus serviços de domingo durante as últimas duas semanas. "[A Igreja] Huaqiu está sendo transformada em um lugar escuro", disse o Mou.

A "China Aid" disse que a lei chinesa proíbe crianças menores de 18 anos de idade para receber qualquer educação religiosa e também impede que as crianças frequentem uma congregação, mesmo que essas comunidades cristãs sejam aprovadas pelo partido comunista.

O governo chinês tomou uma linha cada vez mais dura contra as religiões, de um modo particular contra o cristianismo, que está experimentando um crescimento fenomenal no país.

Sob o comando do partido comunista, mais de 1.500 igrejas foram demolidas ou suas cruzes retirados de seus templos na província de Zhejiang, nos últimos três anos. Os pastores que se opuseram às ações do governo e os advogados que defenderam essas igrejas foram presos por acusações forjadas pelas autoridades chinesas.
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